terça-feira, 31 de agosto de 2010

Memórias de Amália: Aqueles bons tempos.

Capítulo III.

Hesitei por um minuto. Tocar naquele assunto, me trazia milhares de recordações. Era como mexer em uma ferida, causada pela saudade de viver aquele amor tão puro e sincero.
Meu Carlos... Quanto tempo não falava dele, não lembrava de nosso tempo... Bons tempos... Da minha juventude, foram os melhores!
Maria me olhava ansiosa. Percebi que já fazia algum tempo que o silêncio havia tomado conta, então a respondi. Claro que concordei. Lembrar daquele meu tesouro me fazia bem, mesmo que me fizesse derramar algumas lágrimas. Gotas de alegria.
Quando ia começar a história, sem perceber, falei algumas palavras.
"Meu amor, saibas que nunca esqueci de ti, e as horas, dias e todo tempo que passei contigo foram os melhores, foram incríveis, sinto tantas saudades, eu te amo."
Minha neta as ouviu. Na verdade foram sussuros. Mas por ela não tê-las entendido, fez expressão interrogativa. Ignorei. Finalmente comecei a mexer nas lembranças, e a contá-las.

"Minha Maria, seu avô era um moço lindo, demais. Esbanjava charme, e era querido, atencioso, respeitoso. Era um romântico. Não foi díficil de me conquistar...
Lembro de seu avô com tanto carinho, eu o amava demais! Seu sorriso tão sincero, sua voz aveludada, seu toque... Minha neta tenho certeza de que vou chorar lhe contando nossas alegrias, mas saiba que são lágrimas de muita felicidade, saudade e principalmente amor...
E antes de mais nada, te aconselho minha querida, case-se por amor, por que não tem coisa mais linda e mais prazerosa de viver do que um casamento apaixonado, um verdadeiro amor. Esse sentimento é o mais puro que existe, e está sendo destruído. Eu e Carlos fomos felizes da forma mais verdadeira, juntamos nosso destino para ser para sempre. Um amor deve ser aquele que nem a morte separa, assim como o nosso.
Cada noite antes de dormir lembro do seu avô, mas faz muito tempo que não mexo nas lembraças, em um passado tão distante.
Conheci Carlos a meio de chuva. Distraída, esbarrei nele. Muito gentil, ele me levou em casa. As palavras e olhares que trocamos naquele pouco tempo foram suficientes para eu me apaixonar." As primeiras lágrimas caíram, e com muito carinho minha neta as secou. Trocamos um sorriso.
"A partir de então ele começou a frequentar minha casa, começamos a nos encontrar mais seguido, até que ele pediu minha mão, ao meu pai. O dia do nosso casamento foi maravilhoso, o dia do nosso primeiro beijo..." Maria me olhava assustada, e eu sabia o motivo. Falei então, para resumir, que o resto de nossa vida juntos havia sido cheia de galanteios, com rosas, poesias, serenatas, amor...
"O casamento foi a parte mais linda de nossa vida; casei quando ia fazer 18 anos de idade, Carlos foi meu primeiro namorado, minha primeira paixão... Seu avô sempre me encheu de carinhos, sinto muita falta dele minha neta, você não imagina o quanto..." Não pude evitar as milhares de lágrimas que caíram de meus olhos, Anninha me abraçou. "Mesmo depois de idosos, ele continuou a me chamar de linda, a me levar café na cama, a me trazer rosas, talvez possa parecer mentira, ou conto de fadas, mas ele foi meu princípe encantado."
Maria Anna já nem lembrava de seus problemas, me deu um beijo de despedida e foi embora, a cuidei da porta, para me certificar que estava bem, e sussurei para Carlos que estava ali comigo. "Olha como temos sorte meu bem, nossas netas são tão lindas, cheias de saúde. Olha o fruto do nosso amor... Eu te amo tanto querido, gostaria de sentir teu toque em mim novamente."
@_annelis

Memórias de Amália: Aqueles bons tempos.

Capítulo II.

Tenho duas netas. Mas neste dia foi Maria Anna quem quis meus conselhos.
Minha Maria é de uma beleza majestosa, tem cabelos louros como o sol, brilhosos como seus raios, seus olhos são duas esmeraldas. Minha menina, minha pequena. Naquele dia, seus olhos eram lagos, que derramaram como cachoreira. E eu sabia o que ela queria, o que ela precisava.
Colo. Sim. Minha menina, minha pequena; pode ter seus 14 anos, ter corpo de 18 e pensar como se vivesse seus 20 anos, mas tem alma de criança.
Assim que me viu, pulou em meu colo. Eu no meu posto de avó, aos seus 92 anos e cheia de experiência, a abracei com todas as minhas forças, mesmo que não fossem muitas, pois já tenho ossos fracos, e lhe amparei, lhe dei segurança. Qual seria o motivo de tanta tristeza, se era moça tão linda e esperta? Foi o que eu a perguntei.
Entre soluços e lágrimas, ela tentava explicar-se. Lhe dei um tempo, e a acalmei com toda paciência de quem já sofreu, e já esteve no lugar da adolescente.
Quando o silêncio já tomava conta, e a calmaria já estava me adormecendo, ela se desculpou, e agradeceu. Eu consenti com a cabeça, e refiz a pergunta. Ela não quis falar. Respeitei a escolha e consenti novamente com a cabeça. Então a ajeitei em meus braços e lhe propus contar uma história, Maria deu o primeiro sorriso desde que havia chegado, isso me animou.
Não fazia idéia do que contaria, mas precisava ver aquele sorriso meigo e feliz no rosto da minha mocinha novamente.
Então comecei.
"Era manhã de segunda-feira, Georgia tinha aula. Isso a entristecia, ela só queria ficar sozinha. Como toda adolescente nessa fase, estava cheia de dúvidas, e coisas que considerava serem problemas. Ela queria um canto escuro, escondido do mundo, para pensar, para por os pensamentos e a vida em ordem. Queria um colo."
Interrompi a história, e falei a minha netinha que estava interessada a ouvi-lá. "Minha querida, ela queria um colo como o que eu estou te dando agora, viu como você tem sorte? Essa jovem não tinha o carinho de uma avó, e nem intimidade com os pais para desabafar..." Maria me olhou, não falou nada, mas eu percebi que ela havia entendido e concordado.
Continuei.
"Georgia se sentia assim, pois ia mal na escola, havia brigado com a amiga, sentia falta de seu namorado. Sim, isso a deixava mal. Não podia ver seu amor, pois nos tempos de hoje, namorava escondida. Sua relação com os pais era ruim, brigas dia e noite. Gostaria ela, de ser livre, como um pássaro, para ir onde quisesse. Queria ter o controle da vida na palma de sua mão, e..." Maria me interrompeu.
"Vovó sei que espera me ajudar com essa história, mas realmente não é esse meu problema." Ela me olhou quase chorando, novamente.
Lhe perguntei então, qual o motivo, gostaria de dar meus conselhos de avó. Levantei seu rosto e, fugindo do assunto, ela me perguntou como era no meu tempo, com os namorados. Como eu havia conhecido o meu Carlos.
@_annelis.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Memórias de Amália: Aqueles bons tempos.

Capítulo I.

Eu estava lá, perdida em meus pensamentos.

Sempre andava pela praça. Essa atividade diária me fazia bem, me tornava mais pura e, já era como um compromisso.
Naquele lugar, que parecia mágico, havia uma natureza esplêndida, muito linda. Eu admirava tal beleza e perfeição; observava com atenção cada movimento dos galhos, das folhas. Aquilo provava que a obra de Deus era realmente perfeita.
Eu estava caminhando e refletindo sobre o momento. Percebi o som maravilhoso, que vinha de todos os lados. Parei, e fechei os olhos. Tirei todos os problemas da cabeça, limpei os pensamentos. Fiquei ali, parada, imobilizada, apenas aproveitando aquele espetáculo ao ar livre. Cada nota, tão suave. E acredite, superava qualquer cantor ou musicista.
Era emocionante presenciar aquilo, e saber que tamanha beleza estava sendo destruída aos poucos; que talvez meus filhos e netos não apreciariam aquele paraíso.
Sim, aquele era o paraíso. E aconteceu como eu temia. As estrelas de hoje, não tem mais o brilho de jóias raras, o som da natureza já não é o som da vida, ele é sinônimo de destruição, o ar... Ah, o ar! Ele não tem mais o mesmo toque, o mesmo acariciar na pele... Não tem mais a maciez de petálas de rosas. Álias, as pétalas de rosas são murchas, e as raríssimas que ainda embelezam esse mundo quase preto e branco, estão por um fio.
Eu, Amália, com meus 92 anos, já vivi coisas que ninguém nunca mais poderá vivenciar. Já tenho pele enrugada, poucos fios de cabelo, e posso me locomover com dificuldade, mas fui e sou mais feliz que muita gente nova por ai. Eu digo, o que muitos já falaram: "essa juventude está perdida". Alguns jovens ainda usam da boa educação, dos gestos de solidariedade, mas são poucos... E mesmo que fosse a maioria - sinto tristeza de pensar nisso, mas é a verdade - eles estão condenados. Sim. Condenados á uma vida suja, de poluição. Onde a falta de respeito lidera.
Na minha época... Ah, naqueles bons tempos da minha juventude... Aquilo sim podíamos chamar de natureza, de obra perfeita. Saudade do amor, das paixões. Do tempo que o rapaz beijava a testa da garota em sinal de respeito, que pedia permissão para os pais, que ao invés de e-mails, como dizem hoje em dia, mandavam cartas, com declarações de amor, versos e poesias. Onde a garota era prendada, respeitava os pais, cozinhava para o namorado, que vinha em sua casa e conversava com o sogro. E o casal trocava olhares, sorrisos. O amor era mistério.
Saudade dos meus 14 anos, de brincar de boneca, do meu primeiro namorado, quem diria que tal seria meu marido! E hoje já falecido, descansa em paz, saudade do meu amor, do meu bem.
Gostaria hoje de ver, minhas netas com os meus 14 anos, vivendo da forma como eu vivi. Gostaria que elas não estivessem condenadas, como toda a juventude.
@_annelis

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Complicado.

Muitas pessoas se descrevem com palavras. Umas se dizem percistentes, outras otimistas, sonhadoras... Mas eu, sinceramente, não sei responder quando me perguntam, não consigo me descrever, me entender. Na verdade, eu me entendo, entendo meus sentimentos e tudo que se passa na minha cabeça. Claro, tenho momentos em que me sinto confusa como todos, mas explicar minha personalidade para as outras pessoas, é difícil. Só quem já falou comigo sabe realmente quem sou. E dou um conselho, não me julgue antes de me conhecer, ou de pelo menos conversar comigo, pois você vai tirar conclusões precipitadas e erradas. Na primeira troca de palavras, você vai descobrir quem é a Anelise. Pois uma característica minha, não sei se é um defeito ou uma qualidade, é que me apego fácil as pessoas. Confio com facilidade, e isso muitas vezes me prejudica, me faz sofrer. Mas estou aprendendo, aos poucos, a me controlar. E a só me apegar e, desabafar com quem realmente merece. Peço para que depois que ganhar meu voto de confiança, não me desaponte. Podem dizer que sou fraca por isso, mas muitas vezes não consigo perdoar. Odeio mentiras, falsidade, e coisas do gênero. Não suporto. Nem percebi, mas acabei me descrevendo, contando uma parte de mim e, isso me faz lembrar, que eu estou arressem "aprendendo" a me controlar, que ainda falo dos meus sentimentos com facilidade. Enfim, é melhor terminar por aqui, antes que as dúvidas comecem a tomar conta. Boa noite gente, beijos! ;*
@_annelis

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Obrigada!

Nossa, como o tempo passa rápido... Me assusto quando penso em tudo que já vivi, em quantas pessoas conheci. Tenho amigos de muito tempo, que eu pensava que hoje não iam nem lembrar de mim, mas tenho a sorte de desde pequena até hoje te-lôs comigo... Tenho amigos que perdi o contato, realmente sinto saudade de alguns, e tem outros que talvez eu não reconheceria mais se passassem por mim na rua... Claro, perdi muitas amizades com o tempo, por causa da distância, brigas... Mas também ganhei outras, jóias raras, tesouros... Que vou levar pra sempre comigo! Alguns mesmo com a distância são muito especiais pra mim, pra alegrar meus dias, mesmo com conversas pelo msn e com o pouco convivio, enfim, são essenciais. Hoje eu vejo, que não teria conseguido viver se não tivesse todas essas pessoas ao meu lado, que mesmo algumas não sendo tão próximas, sempre me divertem, me animam. Só quero agradecer a todas as pessoas que convivem comigo, cada uma é muito importante pra mim, mesmo com gestos míninos no dia a dia, obrigada! Um dia, quando eu já for mais velha espero ainda ter vocês comigo, mas se não for possível, se o trabalho, família, e as responsabilidades nos separarem, vou ver nossas fotos, videos ou qualquer coisa que os lembre, e vou sentir muita saudade dos momentos que passei com vocês, saibam que jamais vou esquecer dos meus anjos, que são vocês! Vou dizer com muito orgulho para os meus filhos, netos, sobrinhos: “Foram esses que me ajudaram a viver, que me ensinaram o valor da amizade, e que me deram os melhores momentos da minha vida, que me divertiram e me entenderam... Foram e sempre serão eles, aqueles especiais, eternos, que eu vou levar sempre comigo!” e vou aconselha-los: “Vivam, abracem, riam, aproveitem a companhia dessas pessoas, chamadas amigos, pois talvez um dia vocês vão perde-las pro tempo... Mas saibam que nem ele vai conseguir tira-las do coração de vocês, assim como não conseguiu tirar do meu!”
@_annelis

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Gi me deu coragem pra postar, hehe

Sabe quando a gente ve uma pessoa e pensa: "é esse, que vai me fazer esquecer do passado, que vai escrever meu presente, e estar comigo no futuro para lembrarmos de tudo juntos". Pois é, você é essa pessoa. Talvez a parte do futuro não aconteça, talvez seja um amor de adolescente, mas eu só sei que é isso que eu senti. Naquele dia, naquele momento, eu sabia que ainda iamos viver muitas coisas juntos. Assim que te vi meu coração disparou, senti algo estranho e as pernas tremiam. Já perdi o medo de admitir que gosto demais de você, agora só tenho medo de te perder. Cada minuto sem você é difícil, é sinônimo de saudade. Cada momento contigo é maravilhoso, é anestésico. Contigo me sinto segura, esqueço dos problemas. Te levo comigo sempre, no coração e nos pensamentos. Sinto vontade de você a todo instante. Não sei nem por que escrevi tudo isso, pois talvez eu nem tenha coragem de postar. Bom, só sei dizer, que te amo. s2
@_annelis